Páginas

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Teoria da treta about love *2

Então maltinha, que tal vai isso? 

Para quem ainda não conhece esta nossa rubrica eu passo a explicar, só para frisar bem a ideia... Este é o nosso espacinho dedicado a opiniões, ideias, desabafos, são teorias sobre esta coisinha que é o amor...

Na semana passada tomei a liberdade de dar início a esta rubrica, e deixei logo bem claro que, para além das nossas, também procuramos as vossas teorias.


E não é que até recebemos algumas bastante interessantes?!


Esta semana decidimos partilhar o desabafo da nossa querida seguidora N.G., com grande talento para estas "modernices" da escrita!


Ora então, hoje apresento-vos a seguinte teoria... “Se é forte permanece, mesmo que fuja por uns dias, acaba sempre por voltar”, by: N.G.

Enquanto lia, o que a querida N. nos tinha enviado, não parava de pensar o quanto eu me identificava com o seu texto, e esse foi um dos motivos que me despertou a atenção e  o interesse.

Eu acredito que todas as histórias de amor são únicas, mas a sua essência acaba por ser semelhante a tantas outras... 


Nós interiorizamos na nossa cabeça que tudo aquilo em que investimos durante uns tempos vai durar, porque fomos nós próprios que vivemos esse "investimento" e o iremos viver para sempre... “

Mas será o amor um investimento?

Achei o início do texto espectacular, porque "agride-nos" de uma forma tão violenta que nos obriga a pensar... E este é um daqueles casos a que gosto de chamar realidade. E é isso que me interessa… A "pura das realidades". 


Um ser comum, quando se entrega a uma relação, não pensa no seu fim, por muito medo que se tenha ao início, acaba sempre por se deixar levar pela ternura dos dias, o carinho das horas e o prazer dos segundos... 


A partir do momento em que nos deixamos levar pela mágoa dos pensamentos interiorizamos que “se estou a investir em algo, e se o vou viver, então muito dificilmente terá um fim ou correrá mal”.

O ser humano tem esta forte capacidade de se iludir, de se deixar levar por aquilo que lhe é mais conveniente, e ainda bem! Porque se não fosse assim o Mundo seria um lugar bem pior do que aquilo que se tem tornado (se bem que agora até está melhorzito, pura ironia claro!).

No entanto não passam de ilusões….

“Não... Não é assim, quem me dera que fosse. Aprendi a mentalizar-me que não é por isso que as coisas duram. Se elas duram é porque algo é forte e faz com que elas fiquem connosco. Não há uma única coisa na vida que se una para sempre, que seja estável, que esteja sempre a rir, ou a chorar. Não há coisas duradouras.”

Mas será que o amor é eterno e duradouro? 

Por vezes, quando o nosso pensamento é esse, levamos a tal “chapada”! E muitas vezes com completa razão, o ser humano é sim, entrega-se demais! 


Mas, meus caros amigos e amigas, principalmente aqueles lindos que acham que o amor é interno, aprendam algo muito básico: Nada….(sublinho) NADA, é para sempre quando não damos o melhor de nós para que isso acontece, pois tudo na vida depende, exclusivamente, de nós próprios! 


Isto não quer dizer que não podemos gostar ou amar alguém uma vida inteira, mas o amor é algo que tem de ser alimentado, acarinhado, simplesmente amado, pois só dessa forma vingará e garantirá a sua eternidade! 

A opinião própria é algo muito subjetivo e relativo, depende das nossas experiências, das nossas partilhas e das nossas vivências... Será que eu, no fundo, lá bem no fundinho da questão, não tenho uma certa razão?

“Há coisas fortes. Coisas que fortalecem com o tempo, com a nossa calma, e sem pensarmos muito sobre a temática de um dia podermos perder esse tal sentimento.
De uma coisa é certa se julgamos que é mais fácil deixar ir algo ou alguém, por haver uma compreensão e de que um dia, a uma certa hora, num certo instante, iremos perder aquilo que agora é tão importante para nós, então estamos enganados. Perder é sempre o mais difícil. Depois tudo se trata de um ciclo, onde estão enroladas as recordações, os risos que já não se ouvem, os choros que agora são mais frequentes mas que à medida do tempo se vão tornando cada vez menos, o esquecimento que não é por obrigação mas por protecção, e a esperança que se vai perdendo com o tempo, e vai sendo sobreposta por outros investimentos, mas ela continua sempre lá. Esperança de que um dia tudo retorne, e aquela hora, aqueles instante, aquele segundo da perda, seja só um novo medo de perder outra vez."

Mas uma coisa deve sempre prevalecer, a Esperança de que um dia tudo retorne” que tudo seja igual ao que era, e nisso temos de concordar com a nossa seguidora!

O amor é, sem dúvida alguma, um dos sentimentos mais ilusórios e ambíguos da vida em que as dúvidas são uma constante, e é mesmo esse o objetivo desta rubrica... Suscitar a dúvida em relação a este sentimento comum a todos os seres humanos... Através da exposição de ideias, factos e dúvidas, comuns a qualquer um de nós...

Pois será o amor um sentimento eterno?

Será o amor uma necessidade do ser humano?

O amor é perfeito?

etc, etc, etc e ainda... etc.

Estas são questões universais, em torno do amor, que nós tentamos abordar, mas como é óbvio a sua definição está longe da perfeição... Mas uma coisa é certa... Por muitas voltas que a vida dê... Todos nós amamos alguém! A.S




Sem comentários:

Enviar um comentário